Largo da Achada
Deitei-me no Largo da Achada
Esta é a minha Lisboa
Aí sonhei vagas imagens de luz
E recantos de silêncio
Ruas várias ao invisível
Caminhos de sonho
Deitei-me no Largo da Achada
Sonolento, meio bêbado
Quis serenar a loucura
E deixar os olhos na árvore
E na noite
Ah! Como amo esta Lisboa
Onde me sinto sempre em casa
Como se qualquer piso fosse o meu poiso
E toda a terra o meu lar
Esta é a minha Lisboa
Silenciosa, escura, luminosa só de céu
Hoje, Marte, aos beijos,
Meio paz ou violência
Esta é a minha Lisboa
Meretriz da inocência
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