quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Já terias morrido a esta hora?

Não me recordo, mas creio que foi de manhã que me disseram. Quem me ligou? O L.?
Começaste-me logo a faltar nesse dia? Ou antes?

Há uns dias, ia a caminho do Meco a escutar a Alice Vieira na TSF e ela citou-te. Parece que nos tempos do Popular (ou foi do Lisboa?) lhe chamavas a "militante do optimismo". Por que me lembro disto agora? Bem, talvez porque tenha sido a última, a única, a primeira vez, que ouvi falar de ti por um estranho, desde que morreste (eu que li tantos livros da Alice Vieira em miúdo).

Agora é comum evocar-te a alguns amigos próximos e há uns dias dei por mim a folhear, sem grande rumo, o primeiro volume da tua prova de vida. São modos de te visitar, agora que não temos Campo de Ourique. E ainda este ano espero oferecer-te um presente. Nada de especial, uma lembrança. Depois verás.

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