sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

António Osório

Existem poetas que adoramos e depois existem os poetas que admiramos.

Apenas coisas

Apenas coisas, forças elementares:

O sangue que se dá,
a pele que se ama,
a passagem das nuvens,
a voz de um amigo,
o escuro reboco do tempo,
ele próprio lava corrupta,

a única, única vida,
o corpo, a carne,
o futuro dos homens.

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