segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ainda em 2006

Gosto de deixar passar tempo sobre a poesia que escrevo - sempre manuscrita - e o ritual de a passar a limpo, leia-se para um ficheiro, num computador. Pode dizer-se que é um método que foi sendo apurado por tentativas e erro, entre a busca pelo conforto e um módico de qualidade aceitável. 

Mas creio que estou a deixar passar tempo demais. Fui ver: o ficheiro regista últimos poemas de 2006. Desde então tudo o resto continuo arrumado nas caixas de manuscritos ou foi escrito directamente para aqui ou para publicação (muito pouco). 

Há, por isso, um inevitável regresso a 2006, já num período de declínio da minha frequência de escrita, atarantado por uma vida pessoal e profissional que me levava tempo de calendário e tempo mental, mas em que, estou a percebê-lo agora, me acomodava a temas que ainda considero meus e importantes.

Por exemplo, encontro esta princípio de poema: o corpo é a incontornável parte/De uma consciência, que continua com o verso O corpo é meu, não é eu e penso que 2006 não foi assim há tanto tempo. Talvez seja mesmo hoje.

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