segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Leo the African

Amin Maalouf


É o primeiro romance que acabo em mais de seis meses. É também o primeiro romance que leio em mais de seis meses. Apesar deste longo período sem ficção voltei à toada em que me encontrava então: o interesse por literatura referente ao Al-Andalus. 

Na verdade, com o romance que li antes de Leo the African tinha feito um ligeiro desvio. Havia começado com Shadows of the pomegranate tree de Tariq Ali, sobre a queda de Granada e gostei tanto que passei imediatamente para o The Book of Saladin, uma biografia ficcionada do grande herói curdo. Ia continuar a embalagem e ler o terceiro volume da quinteto islâmico de Tariq Ali, The Stone Woman, mas comecei a sentir o chamado do Al-Andalus e fui até estante buscar este Leo the African, minha primeira experiência com Maalouf, que conta também uma biografia ficcionada, do explorador e diplomata de Granada, que haveria de correr o mundo árabe do Renascimento.

Nascido em Granada, poucos antes da sua queda, e, a partir daí, emigrante à força e por desventuras várias, Leo, nome de um baptismo tardio, torna-se habitante de Fez, mas também explorador de Timbuktu, muda-se para o Cairo, viaja até Constantinopla e fixa-se em Roma durante um dos mais importantes períodos da sua vida. Apesar de muitas partes das suas aventuras estarem documentadas, Maalouf faz um trabalho óptimo a ficcionar tudo aquilo que não se sabe sobre Hasan, seu nome original.

Custou-me a entrar no romance, não sei bem explicar porquê, ao contrário do que sucedeu com os dois romances de Tariq Ali. Apesar de Maalouf ser canonicamente considerado melhor escritor que Ali, isto demonstra bem as variações do gosto. Pode dar-se também o caso de ser uma conjuntura do leitor e não do escrito por isso vou de seguida começar a ler The Stone Woman para tentar apurar melhor o modo como gosto de ambos os autores.

Quanto à razão que me trouxe a Maalouf, o Al-Andalus tardio, devo dizer que não fiquei desiludido. Além da sua visão da queda de Granada ser bastante diferente da de Ali, durante todo o romance o autor consegue evocar a influência de Granada sobre Leo e as saudades que este sente da sua cidade natal e da perda que ela significou para ele.

Na verdade, tenho que descobrir melhor literatura sobre a península ibérica muçulmana.

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