terça-feira, 7 de outubro de 2008

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Tu estacionas o carro mesmo em frente à Charcutaria Francesa - feito raro por estes lados. Tu entras na Praça das Flores pelo lado do Pão de Canela e, pelo vidro vês o Carlos. Foda-se, o Carlos, sozinho, lá dentro, com um ar meio perdido. O mesmo Carlos que, no Di Vino, tinha mandado abrir um Barca Velha há 7 anos para comemorar o casamento. Viria a casar-se duas namoradas depois, cinco anos volvidos. E ali estava ele. Tu entras e trocam dois dedos de conversa, fazem algumas revelações impressionantes um ao outro e tu vais-te embora. Atravessas a Praça, rumo a casa, com o Carlos na cabeça, com os anos todos a desfilarem, a desfiarem-se pelo modo como ele se tornou esta pessoa esguia, calma e modelar. Deuses, o melhor está ainda realmente por vir.

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