Mistério
Há que reflectir nesta frase das Azure Ray, em Safe and Sound
"love is how it's lost not how it's found"
Pressinto significados profundos e importantes nesta frase...
sexta-feira, 29 de agosto de 2003
Largo da Achada
Deitei-me no Largo da Achada
Esta é a minha Lisboa
Aí sonhei vagas imagens de luz
E recantos de silêncio
Ruas várias ao invisível
Caminhos de sonho
Deitei-me no Largo da Achada
Sonolento, meio bêbado
Quis serenar a loucura
E deixar os olhos na árvore
E na noite
Ah! Como amo esta Lisboa
Onde me sinto sempre em casa
Como se qualquer piso fosse o meu poiso
E toda a terra o meu lar
Esta é a minha Lisboa
Silenciosa, escura, luminosa só de céu
Hoje, Marte, aos beijos,
Meio paz ou violência
Esta é a minha Lisboa
Meretriz da inocência
Deitei-me no Largo da Achada
Esta é a minha Lisboa
Aí sonhei vagas imagens de luz
E recantos de silêncio
Ruas várias ao invisível
Caminhos de sonho
Deitei-me no Largo da Achada
Sonolento, meio bêbado
Quis serenar a loucura
E deixar os olhos na árvore
E na noite
Ah! Como amo esta Lisboa
Onde me sinto sempre em casa
Como se qualquer piso fosse o meu poiso
E toda a terra o meu lar
Esta é a minha Lisboa
Silenciosa, escura, luminosa só de céu
Hoje, Marte, aos beijos,
Meio paz ou violência
Esta é a minha Lisboa
Meretriz da inocência
domingo, 24 de agosto de 2003
Percursos
Pegar na vespa cor-de-vinho (tinha de ser) e ir pelo Monsanto num ronronar vagaroso. Descer pela Ajuda, passar pelo Parque dos Moinhos de Santana, muito lentamente, olhar tudo lá de cima. Parar no CCB, comprar o bilhete para Zeca Baleiro. Voltar à garupa da vespa e ir pelos caminhos interiores - Junqueira, Calvário, Janelas Verdes, Santos, Calçada do Combro. A BDMania está fechada, já o sabia. Rodopio pela António Maria Cardoso e subo de novo ao Chiado rumo ao Príncipe Real. Desço a rua do Jasmim com a vespa mansinha, corto para a rua da Palmeira. O Pão de Canela está triste com tapumes. Dou a volta por cima para entrar na rua da Quintinha, ao princípio daquelas escadas que sobem de S.Bento. Deslizo, mesmo subindo, pela rua e regresso à Praça das Flores. Subo a Marcos Portugal, Imprensa Nacional e estou à porta do Jardim Botânico. Vou na direcção do Rato, Artilharia I, Campolide...apanho a Radial, com o Monsando de novo ao lado e a linha férrea do outro, o vento bate-me no corpo, complacente. Sinto-me o Moretti. Regresso a casa.
"eu não sei dizer
o que quer dizer
o que vou dizer
eu amo você
mas não sei o que
isso quer dizer
eu não sei por que
eu teimo em dizer
que amo você
se eu não sei dizer
o que quer dizer
o que vou dizer
se eu digo pare
você não repare
no que possa parecer
se eu digo siga
o que quer que eu diga
você não vai entender
mas se eu digo venha
você traz a lenha
pro meu fogo acender"
Lenha, Zeca Baleiro
Pegar na vespa cor-de-vinho (tinha de ser) e ir pelo Monsanto num ronronar vagaroso. Descer pela Ajuda, passar pelo Parque dos Moinhos de Santana, muito lentamente, olhar tudo lá de cima. Parar no CCB, comprar o bilhete para Zeca Baleiro. Voltar à garupa da vespa e ir pelos caminhos interiores - Junqueira, Calvário, Janelas Verdes, Santos, Calçada do Combro. A BDMania está fechada, já o sabia. Rodopio pela António Maria Cardoso e subo de novo ao Chiado rumo ao Príncipe Real. Desço a rua do Jasmim com a vespa mansinha, corto para a rua da Palmeira. O Pão de Canela está triste com tapumes. Dou a volta por cima para entrar na rua da Quintinha, ao princípio daquelas escadas que sobem de S.Bento. Deslizo, mesmo subindo, pela rua e regresso à Praça das Flores. Subo a Marcos Portugal, Imprensa Nacional e estou à porta do Jardim Botânico. Vou na direcção do Rato, Artilharia I, Campolide...apanho a Radial, com o Monsando de novo ao lado e a linha férrea do outro, o vento bate-me no corpo, complacente. Sinto-me o Moretti. Regresso a casa.
"eu não sei dizer
o que quer dizer
o que vou dizer
eu amo você
mas não sei o que
isso quer dizer
eu não sei por que
eu teimo em dizer
que amo você
se eu não sei dizer
o que quer dizer
o que vou dizer
se eu digo pare
você não repare
no que possa parecer
se eu digo siga
o que quer que eu diga
você não vai entender
mas se eu digo venha
você traz a lenha
pro meu fogo acender"
Lenha, Zeca Baleiro
sábado, 23 de agosto de 2003
sexta-feira, 22 de agosto de 2003
Ah! Tudo em aberto!
Estou de novo na espuma dos dias
- Ah! Boris havíamos de ter sido tão amigos! -
Todas as noites adormeço nas praias desconhecidas do desejo
E acordo nas margens do sonho
Banhado pelos mais perfumados destinos
Sou uma existência sobre vivente
Que se confunde de mar e areia
De gesto, futuro e pulsão
Estou de novo nos ritmos das horas
Os sorrisos nascem nos rostos
Pois sentimo-nos uns aos outros a plenitude da vida
E ela é boa e promissora
Estou de novo aqui.
Estou de novo na espuma dos dias
- Ah! Boris havíamos de ter sido tão amigos! -
Todas as noites adormeço nas praias desconhecidas do desejo
E acordo nas margens do sonho
Banhado pelos mais perfumados destinos
Sou uma existência sobre vivente
Que se confunde de mar e areia
De gesto, futuro e pulsão
Estou de novo nos ritmos das horas
Os sorrisos nascem nos rostos
Pois sentimo-nos uns aos outros a plenitude da vida
E ela é boa e promissora
Estou de novo aqui.
quarta-feira, 20 de agosto de 2003
Ainda sob o efeito do choque, com pesar triste
Pedi a uma amiga um texto que falasse da sua paixão pelos direitos humanos, em que é Mestre (in more ways than one), que mostrasse a sua paixão pela vida e a sua compaixão pelos outros. Algo, enfim, que falasse por mim e penso que pelos Putos.
Deixo-vos com as palavras de Inana:
"Estou farta de atentados...tão farta...de ver sangue e morte nas imagens que nos chegam...de, mesmo à distância, sentir o cheiro a morte, sentir o medo das pessoas, sentir a dor e a angústia de quem se vê apanhado no meio de um caos obviamente sem sentido... Ontem tudo isto nos chegou de novo... Um ataque às Nações Unidas, ao pessoal das NU que estava no Iraque. As NU foram contra a intervenção no Iraque mas lá estavam agora a cumprir a sua função de manutenção de paz num cenário hostil... Um ataque às NU é um acto inqualificável, como o são todos os atentados. As NU representam todas as Nações do Mundo, representam os desejos de paz e reconstrução. E naquele edifício em Bagdad funcionavam todas as agências das Nações Unidas que só estavam no Iraque para ajudar o povo iraquiano a alcançar essa paz. Todos podemos ser vítimas do terrorismo e, mais uma vez, isso ficou bem demonstrado...Aquele que é o mais alto representante das Nações Unidas para os Direito Humanos, o seu Alto Comissário, morreu soterrado nos escombros numa cidade e num país onde apenas tentava alcançar a paz e garantir o respeito pelos direitos humanos...foi vítima do terrorismo e de um sonho...o sonho de mudança e o sonho de acreditar ser possível ajudar...Com ele morreu um pouco da minha esperança, morreu um pouco do meu sonho...morreu um pedaço da minha confiança...e morreu muita da minha ingenuidade...Porque quando morre um herói dos direitos humanos (que representa tanto heróis genuínos e defensores desses mesmos direitos) no cumprimento da sua missão, com ele morrem um pouco todas as pessoas que querem acreditar... Termino com uma palavra à Ara, que estava no momento do atentado tão bem a cumprir a sua missão na Unicef, no mesmo edifício que agora foi destruído, fazendo aquilo que mais gosta, trabalhar com crianças: espero daqui a pouco tempo estar a ver o teu sorriso contagiante!"
Pedi a uma amiga um texto que falasse da sua paixão pelos direitos humanos, em que é Mestre (in more ways than one), que mostrasse a sua paixão pela vida e a sua compaixão pelos outros. Algo, enfim, que falasse por mim e penso que pelos Putos.
Deixo-vos com as palavras de Inana:
"Estou farta de atentados...tão farta...de ver sangue e morte nas imagens que nos chegam...de, mesmo à distância, sentir o cheiro a morte, sentir o medo das pessoas, sentir a dor e a angústia de quem se vê apanhado no meio de um caos obviamente sem sentido... Ontem tudo isto nos chegou de novo... Um ataque às Nações Unidas, ao pessoal das NU que estava no Iraque. As NU foram contra a intervenção no Iraque mas lá estavam agora a cumprir a sua função de manutenção de paz num cenário hostil... Um ataque às NU é um acto inqualificável, como o são todos os atentados. As NU representam todas as Nações do Mundo, representam os desejos de paz e reconstrução. E naquele edifício em Bagdad funcionavam todas as agências das Nações Unidas que só estavam no Iraque para ajudar o povo iraquiano a alcançar essa paz. Todos podemos ser vítimas do terrorismo e, mais uma vez, isso ficou bem demonstrado...Aquele que é o mais alto representante das Nações Unidas para os Direito Humanos, o seu Alto Comissário, morreu soterrado nos escombros numa cidade e num país onde apenas tentava alcançar a paz e garantir o respeito pelos direitos humanos...foi vítima do terrorismo e de um sonho...o sonho de mudança e o sonho de acreditar ser possível ajudar...Com ele morreu um pouco da minha esperança, morreu um pouco do meu sonho...morreu um pedaço da minha confiança...e morreu muita da minha ingenuidade...Porque quando morre um herói dos direitos humanos (que representa tanto heróis genuínos e defensores desses mesmos direitos) no cumprimento da sua missão, com ele morrem um pouco todas as pessoas que querem acreditar... Termino com uma palavra à Ara, que estava no momento do atentado tão bem a cumprir a sua missão na Unicef, no mesmo edifício que agora foi destruído, fazendo aquilo que mais gosta, trabalhar com crianças: espero daqui a pouco tempo estar a ver o teu sorriso contagiante!"
terça-feira, 19 de agosto de 2003
segunda-feira, 18 de agosto de 2003
A arquitectura dos sentidos
Se não há surpresas tudo começa com rumores - "Ouço os teus movimentos aromáticos"
Cheiras a certo e é com um olhar que te cheiro ao longe
O tacto chega para que os olhos se possam fechar, mesmo que abertos
O teu sabor é só uma confirmação do cheiro, confundidos.
Ética: com o olfacto constroem-se os alicerces da felicidade. Só ele suporta e confirma o saber do que é certo. O tacto e o paladar são traves mestras, invisíveis nas paredes da existência. Quando vemos e ouvimos estamos só a acolher o que poderá habitar em nós.
Se não há surpresas tudo começa com rumores - "Ouço os teus movimentos aromáticos"
Cheiras a certo e é com um olhar que te cheiro ao longe
O tacto chega para que os olhos se possam fechar, mesmo que abertos
O teu sabor é só uma confirmação do cheiro, confundidos.
Ética: com o olfacto constroem-se os alicerces da felicidade. Só ele suporta e confirma o saber do que é certo. O tacto e o paladar são traves mestras, invisíveis nas paredes da existência. Quando vemos e ouvimos estamos só a acolher o que poderá habitar em nós.
Gritar
Há coisas que não basta desejar baixinho no íntimo interior das nossas vontades, há que dizê-las altas e expostas para que sejam conhecimento dos outros e assim possam ser o que eles quiserem: inspiração, carinho, outra coisa qualquer. Ou nada. Mas há que dizê-las:
Força Suzi.
A limpida medida busca-se em todo o lado. E entre os pólos há muito mundo para serenar. E outro tanto onde criar.
(e um abraço para o Alexandre)
Há coisas que não basta desejar baixinho no íntimo interior das nossas vontades, há que dizê-las altas e expostas para que sejam conhecimento dos outros e assim possam ser o que eles quiserem: inspiração, carinho, outra coisa qualquer. Ou nada. Mas há que dizê-las:
Força Suzi.
A limpida medida busca-se em todo o lado. E entre os pólos há muito mundo para serenar. E outro tanto onde criar.
(e um abraço para o Alexandre)
Livros Amigos
Hoje está a apetecer-me falar de velhos amigos. Por isso, me lembrei das Peças em Fuga da Anne Michaels. Não me apetece fazer uma recensão do mesmo, por várias razões: para isso precisaria de tê-lo mais presente e de desconsiderar um pouco a minha visão emotiva sobre ele. Para uma interessante recensão, ver aqui. Não quero fazer nada disso. Aliás, a razão pela qual vos escrevo sobre este livro magnífico é pertencer àquele grupo distinto de livros amigos. Os amigos, sempre o achei, permitem-se o afastamento porque não se permitem o esquecimento. Posso estar semanas sem ver os meus amigos e no entanto tenho-os muito mais presentes que o jornaleiro ou a padeira quotidianos. Os amigos assimilam-se a uma outra parte da existência que escapa já a impressão dos sentidos, que vem de dentro para fora e pode, aliás, substituir-se a eles, permitindo-nos, por momentos, recuperar vozes, cheiros e visões que estão já no passado. Assim com os amigos, assim com os livros amigos. Muitas vezes dou por mim a pensar nas Peças em Fuga. Às vezes, à secretária, a trabalhar olho sobre o ombro para a estante, contemplando-o, para me assegurar que lá está e cumplicemente me mantém com a certeza de mim. Os amigos ajudam muito a isso. Outras vezes, recordo suas passagens em locais improváveis com dadas pessoas. As Peças em Fuga foram devidamente assimiladas. Não preciso de as reencontrar regularmente para me certificar da sua existência ou validar a sua importância. Não preciso sequer de recordar porque o amo tanto. Isso é algo que pertence já ao sereno da intimidade...
Hoje está a apetecer-me falar de velhos amigos. Por isso, me lembrei das Peças em Fuga da Anne Michaels. Não me apetece fazer uma recensão do mesmo, por várias razões: para isso precisaria de tê-lo mais presente e de desconsiderar um pouco a minha visão emotiva sobre ele. Para uma interessante recensão, ver aqui. Não quero fazer nada disso. Aliás, a razão pela qual vos escrevo sobre este livro magnífico é pertencer àquele grupo distinto de livros amigos. Os amigos, sempre o achei, permitem-se o afastamento porque não se permitem o esquecimento. Posso estar semanas sem ver os meus amigos e no entanto tenho-os muito mais presentes que o jornaleiro ou a padeira quotidianos. Os amigos assimilam-se a uma outra parte da existência que escapa já a impressão dos sentidos, que vem de dentro para fora e pode, aliás, substituir-se a eles, permitindo-nos, por momentos, recuperar vozes, cheiros e visões que estão já no passado. Assim com os amigos, assim com os livros amigos. Muitas vezes dou por mim a pensar nas Peças em Fuga. Às vezes, à secretária, a trabalhar olho sobre o ombro para a estante, contemplando-o, para me assegurar que lá está e cumplicemente me mantém com a certeza de mim. Os amigos ajudam muito a isso. Outras vezes, recordo suas passagens em locais improváveis com dadas pessoas. As Peças em Fuga foram devidamente assimiladas. Não preciso de as reencontrar regularmente para me certificar da sua existência ou validar a sua importância. Não preciso sequer de recordar porque o amo tanto. Isso é algo que pertence já ao sereno da intimidade...
domingo, 17 de agosto de 2003
Só por vos deixar isto aqui até vou dormir mais descansado...
Quero mesmo aliciar-vos... e sempre é mais honesto e fácil do que uma hiperligação...
Do álbum In between now and then, Risen dos O.A.R. (Of a revolution).... estes meninos são muito bons...
"I'm not quite sure how I got here.
A minute passed and I'm on my feet.
I never knew life could taste so good.
I need a little minute, just a moment to breathe.
No matter where I go, no matter who I see
Well I'm reminded of my earlier days.
No matter where I roll, no matter what I know
Well I'm reminded of my earlier ways.
But now I keep asking myself.
Wouldn't it be the best damn day if we all took time to breathe?
Just one stolen paragraph in the book's written history.
Don't you sometimes wonder while people are afraid to smile?
Don't look down we're gonna come around and it always come to back, crack of time eventually.
Just ascend with me.
I'm not quite sure when I woke up.
The night flew by as I lay asleep.
Who ever knew life could feel so good?
I need another minute.
Just a moment to breathe.
No matter where I go, no matter who I see
Well I'm reminded of my earlier days.
No matter where I roll, no matter what I know
Well I'm reminded of my earlier ways.
But now I keep asking myself.
Wouldn't it be the best damn day if we all took time to breathe?
Just one stolen paragraph in the book's written history.
Don't you sometimes wonder while people are afraid to smile?
Don't look down we're gonna come around and it always come to back, crack of time eventually.
Wouldn't it be the best damn day?
Wouldn't it be a wonderful day?
Wouldn't it be a glorious day?
If we all took time to smile, made just a minute for you and me.
Wouldn't it be the best damn day?"
....agora imaginem isto com um grande som...
Quero mesmo aliciar-vos... e sempre é mais honesto e fácil do que uma hiperligação...
Do álbum In between now and then, Risen dos O.A.R. (Of a revolution).... estes meninos são muito bons...
"I'm not quite sure how I got here.
A minute passed and I'm on my feet.
I never knew life could taste so good.
I need a little minute, just a moment to breathe.
No matter where I go, no matter who I see
Well I'm reminded of my earlier days.
No matter where I roll, no matter what I know
Well I'm reminded of my earlier ways.
But now I keep asking myself.
Wouldn't it be the best damn day if we all took time to breathe?
Just one stolen paragraph in the book's written history.
Don't you sometimes wonder while people are afraid to smile?
Don't look down we're gonna come around and it always come to back, crack of time eventually.
Just ascend with me.
I'm not quite sure when I woke up.
The night flew by as I lay asleep.
Who ever knew life could feel so good?
I need another minute.
Just a moment to breathe.
No matter where I go, no matter who I see
Well I'm reminded of my earlier days.
No matter where I roll, no matter what I know
Well I'm reminded of my earlier ways.
But now I keep asking myself.
Wouldn't it be the best damn day if we all took time to breathe?
Just one stolen paragraph in the book's written history.
Don't you sometimes wonder while people are afraid to smile?
Don't look down we're gonna come around and it always come to back, crack of time eventually.
Wouldn't it be the best damn day?
Wouldn't it be a wonderful day?
Wouldn't it be a glorious day?
If we all took time to smile, made just a minute for you and me.
Wouldn't it be the best damn day?"
....agora imaginem isto com um grande som...
sábado, 16 de agosto de 2003
Daqui ninguém vai enganado
Querem som para os vossos dias de Verão, daquele que vos coloca em dança por dentro e por fora...sem pretensões outras que relaxar-vos os músculos e o espírito?
Então, toca a apontar:
Dispatch - Bang Bang
O.A.R. (Of a Revolution) - In between now and then
É bom, é divertido e é inspirador.
É à confiança!
Querem som para os vossos dias de Verão, daquele que vos coloca em dança por dentro e por fora...sem pretensões outras que relaxar-vos os músculos e o espírito?
Então, toca a apontar:
Dispatch - Bang Bang
O.A.R. (Of a Revolution) - In between now and then
É bom, é divertido e é inspirador.
É à confiança!
sexta-feira, 15 de agosto de 2003
Estes eram os dias...
dedicado ao Di Vino (nunca haverá outro sítio como tu)
"Primeiro acto (ou seja, quase meia garrafa)
Antes eram as vinhas as nossas tocas
Nossos esconderijos estranhos
Só nossas brincadeiras eram simples
Com a candura das crianças
Uivam as nossas memórias
Em saudades perdidas
- Ah! Tristeza antiga -, queridas
Evitam as vozes as nossas bocas
Com medo de quebrar o espaço
Que construimos entre nós
Certo
Límpido de histórias
Cinismos
E maleitas
Volvem cristais os nossos olhares
Em luz despedaçada
Amam só, nossos desejos
As pálpebras abraçadas
Segundo Acto (ou seja, mais de metade da garrafa)
Espera!
As certezas que gritei são vãs
Sem a certeza tua
Quero-te,
Percebes a simplicidade do meu desejo
É a sua falha
Quero-te tanto, que não sei como te quero
Libação a ti, grande deus
Poderoso ser em teu poder
Fecundo e belo
Amo-te em solidão
Não por te amar sozinho
Mas por te amar só
A ti
Terceiro Acto (ou seja, já estou zonzo)
Obriga a vida
A encontrar a certidão
“Encontraste-a?”
Amei sempre a vida
Mesmo quando me odiava
A culpa não era dela
Mas de mim, que me traí
E quanto mais espeto em mim
A traição - adaga estreita -
Mais amava a vida
E os outros
A ti não te amo
Mas tenho horror à tua ausência
Que será isso?
Quando a ausência que temo de ti
É a ausência da tua lembrança,
Eterna imagem, em mim.
Quarto Acto (ou seja, já não estou lá muito bem ou a garrafa está vazia)
Não sabes que te amo
Nunca to disse
As árvores eram verdes nessa altura
No tempo da dúvida
Mas depois morri um pouco
Não sabes que te amo
Nunca to disse
Porque nem eu o sei, entretanto
Desejo-te, como quem possui
E penso em fazer-te sorrir
Não sabes que te amo
Nunca to disse
Mas a verdade é
Que a tua pele morena
E esse teu sorriso largo
São só as legendas
Do que em ti é a história,
Que amo
Quinto Acto (ou seja, quase bêbado ou porque a sobriedade nunca me larga)
Agradeço as forças
Que souberam acompanhar-me
Em novas de mais alto
Reavivo os certames do disposto
Do tempo claro e bom
Por deixar as tempestades
De claridade e poder
Todas tocadas
Abrigos eram vários
Os mestres dos heróis tidos
Por princípio da redenção
Só a força que vem de ti
Te salvará
Face ao tónus que sentires
Quando abraçares a tua vida"
C. da Maia
dedicado ao Di Vino (nunca haverá outro sítio como tu)
"Primeiro acto (ou seja, quase meia garrafa)
Antes eram as vinhas as nossas tocas
Nossos esconderijos estranhos
Só nossas brincadeiras eram simples
Com a candura das crianças
Uivam as nossas memórias
Em saudades perdidas
- Ah! Tristeza antiga -, queridas
Evitam as vozes as nossas bocas
Com medo de quebrar o espaço
Que construimos entre nós
Certo
Límpido de histórias
Cinismos
E maleitas
Volvem cristais os nossos olhares
Em luz despedaçada
Amam só, nossos desejos
As pálpebras abraçadas
Segundo Acto (ou seja, mais de metade da garrafa)
Espera!
As certezas que gritei são vãs
Sem a certeza tua
Quero-te,
Percebes a simplicidade do meu desejo
É a sua falha
Quero-te tanto, que não sei como te quero
Libação a ti, grande deus
Poderoso ser em teu poder
Fecundo e belo
Amo-te em solidão
Não por te amar sozinho
Mas por te amar só
A ti
Terceiro Acto (ou seja, já estou zonzo)
Obriga a vida
A encontrar a certidão
“Encontraste-a?”
Amei sempre a vida
Mesmo quando me odiava
A culpa não era dela
Mas de mim, que me traí
E quanto mais espeto em mim
A traição - adaga estreita -
Mais amava a vida
E os outros
A ti não te amo
Mas tenho horror à tua ausência
Que será isso?
Quando a ausência que temo de ti
É a ausência da tua lembrança,
Eterna imagem, em mim.
Quarto Acto (ou seja, já não estou lá muito bem ou a garrafa está vazia)
Não sabes que te amo
Nunca to disse
As árvores eram verdes nessa altura
No tempo da dúvida
Mas depois morri um pouco
Não sabes que te amo
Nunca to disse
Porque nem eu o sei, entretanto
Desejo-te, como quem possui
E penso em fazer-te sorrir
Não sabes que te amo
Nunca to disse
Mas a verdade é
Que a tua pele morena
E esse teu sorriso largo
São só as legendas
Do que em ti é a história,
Que amo
Quinto Acto (ou seja, quase bêbado ou porque a sobriedade nunca me larga)
Agradeço as forças
Que souberam acompanhar-me
Em novas de mais alto
Reavivo os certames do disposto
Do tempo claro e bom
Por deixar as tempestades
De claridade e poder
Todas tocadas
Abrigos eram vários
Os mestres dos heróis tidos
Por princípio da redenção
Só a força que vem de ti
Te salvará
Face ao tónus que sentires
Quando abraçares a tua vida"
C. da Maia
quinta-feira, 14 de agosto de 2003
Mas esta ainda é mais genial...(e como esta há mais)
"A maior parte das pessoas é desastrada na sua percepção dos outros, que são o objecto mais complicado e delicado do universo"
Ortega y Gasset in Estudos sobre o Amor
Já esta citação serve para este fim: Vão comprar o livro!!!!! Edição da Relógio d'Água.
também para a Mariana, obviamente
"A maior parte das pessoas é desastrada na sua percepção dos outros, que são o objecto mais complicado e delicado do universo"
Ortega y Gasset in Estudos sobre o Amor
Já esta citação serve para este fim: Vão comprar o livro!!!!! Edição da Relógio d'Água.
também para a Mariana, obviamente
segunda-feira, 11 de agosto de 2003
(Re)Nascemos quando geramos - sugestão para uma profunda leitura suave ou A humanidade habitável
Cronicando do Mia Couto.
Leio-vos só isto (estou a ler-vos alto enquanto escrevo):
"Refaçam-se agora as contas da humanidade habitável. Pois cada menino nascido faz nascer uma mãe de uma respectiva mulher. Assim, cada novo ser triplica o número dos viventes. Um filho, afinal, é quem dá à luz a mãe".
E um pai...e um pai...
Cronicando do Mia Couto.
Leio-vos só isto (estou a ler-vos alto enquanto escrevo):
"Refaçam-se agora as contas da humanidade habitável. Pois cada menino nascido faz nascer uma mãe de uma respectiva mulher. Assim, cada novo ser triplica o número dos viventes. Um filho, afinal, é quem dá à luz a mãe".
E um pai...e um pai...
sexta-feira, 8 de agosto de 2003
O Alvarinho
Enófilo diletante que sou não posso deixar de recomendar um Quinta da Brejoeira para as noites, escandalosamente, quentes deste Verão.
O Quinta da Brejoeira tem várias vantagens. Além de ser bom, o que não é uma vantagem é uma obrigação, é o correcto substituto do champagne no imaginário erótico dos mais ousados.
É o vinho perfeito para se beber numa varanda a partir da meia noite.
Acompanha bem com marisco e se tiverem um estômago saudável experimentem umas ameixas.
Mas, acima de tudo, beber o Alvarinho Quinta da Brejoeira é assimilar o micro-clima do Minho em qualquer lugar. E poder perpetuar no calor a leveza poética da mais divina substância criada pelo homem.
Mesmo sendo branco e não tinto.
Enófilo diletante que sou não posso deixar de recomendar um Quinta da Brejoeira para as noites, escandalosamente, quentes deste Verão.
O Quinta da Brejoeira tem várias vantagens. Além de ser bom, o que não é uma vantagem é uma obrigação, é o correcto substituto do champagne no imaginário erótico dos mais ousados.
É o vinho perfeito para se beber numa varanda a partir da meia noite.
Acompanha bem com marisco e se tiverem um estômago saudável experimentem umas ameixas.
Mas, acima de tudo, beber o Alvarinho Quinta da Brejoeira é assimilar o micro-clima do Minho em qualquer lugar. E poder perpetuar no calor a leveza poética da mais divina substância criada pelo homem.
Mesmo sendo branco e não tinto.
Espero que tenham aproveitado. Ou não.
Como vos avisei em altura própria, espero que tenham aproveitado os momentos depressivo-dramáticos que vos tentei proporcionar. No entanto, isto é chão onde a tristeza não grassa e por isso estou de volta à busca optimista da limpida medida.
Próximos tópicos:
Vinhos para este Verão
e
basicamente tudo o resto que me lembrar....como sempre.
Como vos avisei em altura própria, espero que tenham aproveitado os momentos depressivo-dramáticos que vos tentei proporcionar. No entanto, isto é chão onde a tristeza não grassa e por isso estou de volta à busca optimista da limpida medida.
Próximos tópicos:
Vinhos para este Verão
e
basicamente tudo o resto que me lembrar....como sempre.
quinta-feira, 7 de agosto de 2003
quarta-feira, 6 de agosto de 2003
"Estou sem poesia, sem a mão que toca a pele e nela sente uma terra escura e quente, cheia de vagens de trigo ou papoilas. Sem os olhos que se fazem olhares, do deslumbramento caleidoscópico do mel e do mar e do olmo e do verde. Do desolado musgo das grutas. Sem as imagens dos objectos transcendendo o alcance simples dos sentidos, como um corpo que se desfaz em fogo e fica ardendo em fagulhas pelos lábios que queima – e se diz assim que morreu mas foi amado. Também eu, um dia, morri e a poesia comigo. E restou, como um fantasma, a voz. E com estranheza a mão que perpetua a voz. E se restasse ainda alguma poesia, diria, dancei nos braços da morte e a noite findou. Sangrei à boca da morte mas levei o beijo comigo. E não deixei calar o ritmo das veias, pois enchi-as com som sincopado dos versos."
C. da Maia
C. da Maia
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